Que Amor Não Me Engana
*
Por trás daquela janela
Por trás daquela janela
Faz anos o meu amigo
E irmão
Não pôs cravos na lapela
Por trás daquela janela
Nem se ouve nenhuma estrela
Por trás daquele portão
Se aquela parede andasse
Se aquela parede andasse
Eu não sei o que faria
Não sei
Se a minha faca cortasse
Se aquela parede andasse
E grito enorme se ouvisse
Duma criança ao nascer
Talvez o tempo corresse
Talvez o tempo corresse
E a tua voz me ajudasse
A cantar
Mais dura a pedra moleira
E a fé, tua companheira
Mais pode a flecha certeira
E os rios que vão pró mar
Por trás daquela janela
Por trás daquela janela
Faz anos o meu amigo
E irmão
Na noite que segue o dia
Na noite que segue o dia
O meu amigo lá dorme
De pé
E o seu perfil anuncia
Naquela parede fria
Uma canção de alegria
No vai e vem da maré
Por trás daquela janela
Por trás daquela janela
Faz anos o meu amigo
E irmão
Não pôs cravos na lapela
Por trás daquela janela
Nem se ouve nenhuma estrela
Por trás daquele portão
* Ao Alfredo Matos, quando se encontrava preso pela PIDE.
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Have ya heard?
What's it all mean?
What does it really mean?
What is it?
What exactly is it, is it poetry?
Is it prose?
What is it, rants and raves?
Some people want you to be...political.
And they want you to be pissed off.
They don't want you to try and be honest.
God FORBID you try to be funny.
So, there's nothing more I can say, except that, right now, wherever you are, listening to this, I can guarantee you, I'm probably, somewhere. Else.
[Laughs]